O segundo episódio do PodSafer, videocast da e-Safer, vai além das tendências e entra em um território pouco explorado: os bastidores reais da cibersegurança, os erros do mercado e a história por trás de uma empresa que nasceu antes do hype.
Com participação dos executivos da e-Safer: William Bergamo (CEO), Eder Souza (CTSO) e Mauro Brunetti (VP de Vendas, Marketing e Alianças), o episódio conecta dois pontos essenciais: Como a empresa foi construída e por que tantas organizações ainda falham em cibersegurança.

Antes do hype: uma aposta em cibersegurança lá em 2012
Muito antes de o tema dominar o mercado, a e-Safer já nascia com um posicionamento claro: ser uma empresa pure player em cibersegurança.
Como relembra William:
“A gente sempre acreditou que cibersegurança viraria uma tendência de futuro do jeito que está hoje.”
Na época, o cenário era outro. O foco ainda estava em antivírus, proteção de endpoint e controles básicos. Mas a visão já apontava para um mundo mais conectado e, consequentemente, mais exposto.
Uma empresa que começou literalmente do zero
A história da e-Safer não começa em grandes escritórios ou estruturas robustas.
Segundo Eder:
“A e-Safer começou numa mesa de cafeteria, no Starbucks. A gente estava montando tudo.”
Sem estrutura, sem equipe robusta e com poucos recursos, o crescimento foi sustentado por um único diferencial desde o início:
- capacitação técnica;
- proximidade com o cliente;
- foco em entrega real de valor.
O diferencial que o mercado ainda não entendeu
Ao longo do episódio, um ponto fica evidente: tecnologia nunca foi suficiente sozinha.
Eder reforça:
“Existe uma percepção perigosa de que a tecnologia por si só vai resolver o problema. E, na maioria das vezes, não é assim.”
Esse é um dos pontos que, segundo os executivos, o mercado ainda erra:
- compra ferramenta;
- ignora operação;
- subestima pessoas;
- não constrói estratégia.
Resultado: falsa sensação de segurança.
O turning point: quando o risco vira produto
Um dos momentos mais emblemáticos do episódio é o relato de um dos primeiros grandes desafios da empresa.
Diante da exigência de um cliente por uma funcionalidade que não existia no mercado, a e-Safer decidiu construir sua própria solução mesmo sem recursos suficientes.
O resultado?
- um produto criado sob pressão;
- um risco financeiro real;
- e uma virada inesperada.
Como relembra William:
“Eu me comprometi sem ter tudo pronto. Era a hora de criar o produto.”
Após perder o cliente inicial, a solução encontrou outro mercado e se tornou um produto recorrente, ainda ativo no portfólio da empresa.
“Cibersegurança só dói quando é tarde”
O episódio também traz uma das discussões mais diretas do PodSafer:
por que as empresas só investem em segurança depois do problema.
Mauro resume:
“Não deveria doer, mas dói. As empresas procuram solução quando já estão com dor.”
Eder complementa:
“Se tudo foi bem planejado antes, o cliente deveria passar por isso sem doer muito.”
A analogia com saúde é inevitável: prevenção ainda não é prioridade, reação sim.
O comportamento que ainda custa caro
Mesmo com o aumento de ataques e exposição, o padrão se repete:
- empresas negam orçamento;
- adiam decisões;
- ignoram riscos;
- agem apenas após incidentes.
Como destaca Eder:
“Tem empresa que só corre atrás quando começa a doer.”
E quando isso acontece, o impacto vai além do financeiro:
- interrupção de operação;
- perda de receita;
- dano reputacional;
- exposição de dados.
Cibersegurança virou hype e isso também é um problema
O crescimento do mercado trouxe outro desafio: a entrada de empresas sem histórico no tema.
Mauro alerta:
“Tem muita empresa usando buzzwords para tentar entrar no mercado, mas sem história ou capacidade real de entrega.”
Isso cria um cenário perigoso:
- soluções superficiais;
- promessas exageradas;
- clientes mal protegidos.
Por outro lado, quando bem utilizada, a cibersegurança também pode ser um diferencial competitivo real.
A evolução dos ataques mudou o jogo
Outro ponto crítico abordado no episódio é a sofisticação dos ataques.
Segundo Eder:
“Aproximadamente 75% dos ataques hoje não usam códigos maliciosos.”
Em vez disso, utilizam:
- credenciais válidas;
- ferramentas legítimas;
- acesso autorizado.
Ou seja: o ataque se mistura ao comportamento normal.
Transparência ainda é um tabu
Mesmo com regulações como a LGPD, muitas empresas ainda evitam expor incidentes.
Eder explica:
“A tendência é tentar ofuscar o tema ou tratar com sigilo até onde conseguir.”
Empresas mais maduras, por outro lado:
- identificam rapidamente;
- comunicam com transparência;
demonstram controle.

Conclusão: o que o mercado não te conta
O segundo episódio do PodSafer deixa uma mensagem clara:
Cibersegurança não falha por falta de tecnologia falha por falta de estratégia, cultura e prioridade.
E talvez esse seja o maior ponto que o mercado evita discutir.
Assista ao PodSafer Ep. 2
O novo episódio do PodSafer, da e-Safer, traz uma visão direta sobre o que realmente acontece na prática sem filtro, sem hype e sem discurso pronto.
Porque, no fim, o maior risco não é o ataque.
É acreditar que ele não vai acontecer.











