O quarto episódio do PodSafer, videocast da e-Safer, coloca luz sobre um dos pilares mais negligenciados da cibersegurança: visibilidade de ativos e gestão da superfície de ataque.
Com a apresentação de Mauro Brunetti, VP de Vendas, Marketing e Alianças da e-Safer e a participação de Ricardo Massad, Engenheiro de Vendas Sênior da Axonius, o episódio mostra como a falta de visibilidade ainda é um dos principais fatores de risco nas organizações, mesmo em empresas altamente tecnológicas.
O paradoxo da cibersegurança: preocupação alta, visibilidade baixa
Logo no início, o episódio apresenta um cenário alarmante:
- 89% das empresas se preocupam com ataques;
- apenas 48% possuem visibilidade contínua;
- 79% admitem não ter controle completo dos ativos;
- 72% levam mais de 40 horas para mapear a superfície manualmente.
Para Ricardo, o problema não é falta de dados:
“A gente tem uma porrada de soluções… o problema não é gerar dados, é juntar esses dados.”

Dados em silos: o maior inimigo da visibilidade
Mesmo com diversas ferramentas implementadas, muitas empresas ainda operam com informações fragmentadas.
Segundo Ricardo:
“Poucas vezes a gente tem uma maneira de juntar isso, de ter uma visibilidade completa.”
O resultado:
- trabalho manual excessivo;
- respostas lentas;
- decisões baseadas em dados incompletos.
“Se você não sabe o que tem, você não tem como proteger”
Essa máxima resume o tema central do episódio.
Ricardo reforça:
“Saber o que eu tenho é algo prioritário para aferir controle e cobertura.”
Sem um inventário confiável, empresas não conseguem:
- priorizar riscos;
- responder incidentes;
- garantir compliance;
- medir cobertura de segurança.
O impacto real de não conhecer a própria rede
A falta de visibilidade cria um efeito dominó:
- ferramentas mal utilizadas;
- investimentos sem retorno;
- ativos críticos desprotegidos.
Como destaca o episódio:
“Se as tecnologias não têm visibilidade completa, elas não são efetivas.”
Ambientes híbridos e cloud ampliaram o problema
A transformação digital trouxe um novo desafio:
- multicloud;
- SaaS;
- trabalho remoto;
- ativos fora da rede tradicional.
Ricardo explica:
“Hoje você pode ter um usuário ativo sem nunca tocar a rede da empresa.”
Isso torna modelos tradicionais de monitoramento insuficientes.
O risco invisível: ativos desconhecidos
Um dos pontos mais críticos do episódio é a descoberta de ativos não mapeados.
Em um caso citado:
- cliente acreditava ter cerca de 1.300 ativos;
- outro sistema apontava 1.000;
- realidade: mais de 2.300 ativos na rede.
Ou seja: quase metade da superfície estava fora do radar.
Mais ferramentas ≠ mais segurança
Outro mito quebrado no episódio:
Ter múltiplas soluções não garante proteção.
Segundo Ricardo:
“Ter várias soluções ajuda… mas sem centralização, dificulta.”
Sem integração:
- há sobreposição de dados;
- falta contexto;
- decisões ficam mais lentas.
Superfície de ataque cresce mais rápido que a capacidade de controle
O cenário atual é claro:
“A superfície de ataque cresce mais rápido do que a capacidade de mapeá-la.”
Motivos:
- aumento de tecnologias;
- múltiplas áreas gerenciando sistemas;
- falta de centralização;
- dependência de processos manuais.
Inventários manuais estão obsoletos
Planilhas e controles manuais ainda são comuns e perigosos.
Ricardo alerta:
“Inventários manuais falham… sempre vai ter um ativo fora.”
Isso gera:
- ativos esquecidos;
- vulnerabilidades não tratadas;
- riscos invisíveis.
Vulnerabilidades ainda são tratadas de forma reativa
Mesmo com alto risco, muitas empresas ainda não priorizam corretamente.
O problema não é identificar vulnerabilidades, é priorizá-las.
Como discutido no episódio:
- faltam contexto de negócio;
- visão de impacto real;
- priorização inteligente.
O fator cultural: “a ignorância é uma bênção”
Um dos trechos mais provocativos do episódio resume um comportamento comum citado pelo host Mauro Brunetti:
“Quando você não sabe, é ótimo… quando passa a ver, piora.”
Isso acontece porque visibilidade exige:
- investimento;
- ação;
- mudança de prioridade.
Automação e centralização: o caminho para maturidade
O episódio aponta uma direção clara:
- centralizar dados;
- correlacionar informações;
- automatizar com inteligência.
Segundo Ricardo:
“Se eu tiver uma automação inteligente, eu tenho muito mais visibilidade.”

Conclusão: visibilidade não é opcional, é a base da segurança
O PodSafer Ep. 4 deixa uma mensagem direta:
Não é possível proteger o que não se conhece.
E mais:
- segurança começa com inventário;
- decisões dependem de contexto;
- tecnologia sem visibilidade perde valor.











